Indústria 4.0: o que é e como sua empresa está envolvida

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Um dos conceitos que descrevem com melhor exatidão a explosão das tecnologias atuais é o de indústria 4.0 — ou quarta revolução industrial. É um termo que parece fácil de definir, mas que, na verdade, inclui muitas definições e conceitos mais complexos, abarcando diversos setores e segmentos.

Entender a ideia na teoria é importante, contudo, é necessário entender as relações da teoria com a prática e entender como os princípios práticos já podem estar presentes no cotidiano.

A indústria 4.0 representa alterações profundas nos modelos de negócio, investimento em uma nova cultura, bem como foco nas soluções de automação, integração etc. Com essa adaptação, as empresas conseguirão derrubar barreiras e alcançar economia de custos, otimização de processos, melhorias na tomada de decisão e apoio para ingressar na transformação digital.

Se quiser aprender sobre esse importante assunto e começar a entender como sua empresa se encaixa na indústria 4.0, continue a leitura deste post!

O que é indústria 4.0?

A quarta revolução industrial surge como uma ideia que engloba interações mais complexas entre seres humanos e equipamentos tecnológicos para aprimorar os processos de produção. 

Trata-se de um ecossistema de tecnologias que gera uma forte sinergia entre o físico, o humano e o digital, de modo a revolucionar a forma como a produção é administrada e executada. Com isso, novas possibilidades emergem e permitem que as empresas sejam ainda mais eficientes e sustentáveis.

Estamos falando da ascensão de ferramentas de mobilidade, conectividade, digitalização, automação, integração e inteligência artificial no ambiente fabril. 

Por mais que seja um conceito associado a indústrias, o grande destaque é que a ideia se expande para comércio, serviços e outros setores além da manufatura. Nesse sentido, descreve um novo modo de pensar a empresa diante da modificação de comportamento dos consumidores e diante da mudança da própria concorrência. 

Com o avanço tecnológico, os clientes desejam adquirir maior valor em menos tempo. Por isso, as empresas precisam se adaptar. Além disso, para garantir continuidade do negócio e destaque no mercado, é preciso se organizar internamente, eliminar gargalos, otimizar processos, reduzir custos, evitar problemas de comunicação, entre outros.

No Brasil

No Brasil, ainda temos um longo caminho pela frente, o que faz as empresas que dão o primeiro passo se destacarem. Apenas 5% das organizações se dizem muito preparadas para esse cenário, ao passo que pelo menos 23% afirmam não estarem prontas para a revolução, segundo estudo

Apesar disso, temos visto algumas empresas dando um passo adiante, como é o caso de algumas fintechs brasileiras e dos bancos tradicionais investindo em automação e inteligência. 

O potencial é grande, como afirmou a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) no Readiness for the Future of Production Report 2018. Segundo ela, o Brasil conseguirá economizar R$ 73 bilhões em custos industriais se investir na nova revolução. 

Quais são os desafios da indústria 4.0?

Como estamos falando de uma revolução, naturalmente existem desafios a serem enfrentados por quem deseja seguir esse processo.

Um deles é a falta de uma infraestrutura adequada, por exemplo. Uma vez que estamos definindo um conjunto de tecnologias trabalhando juntas, evidentemente é necessário haver uma boa arquitetura por trás para viabilizar conexão, transferências de dados, estabilidade e comunicação no geral.

Outra questão é a falta de investimento em TI. A indústria 4.0 precisa de apoio de gestores que decidam colocar recursos no setor para garantirem um retorno sobre o investimento. A escassez de profissionais capacitados é outro fator urgente e que também se torna uma barreira em muitas organizações.

Já em outros casos, o problema é uma cultura que não abraça as inovações e o digital. Nesse sentido, conhecer as vantagens e implicações já ajuda.

Quais são as principais tecnologias?

Para definir com maior precisão a indústria 4.0, precisamos fazer uma análise de seus principais pilares.

Segurança 

É imprescindível um cuidado com a segurança, principalmente em um cenário em que tecnologias são amplamente usadas. É preciso proteger os sistemas internos, apresentar conformidade com leis e normas, bem como garantir monitoramento constante para prevenir problemas. 

Nesse sentido, destaca-se um conjunto de ferramentas que podem ser aplicadas, como backups, criptografia, blockchain, soluções de recuperação de desastres, redundância de servidores, entre outros. 

Internet das Coisas (IoT)

A IoT é outra grande protagonista desse novo momento. Consiste em uma rede de sensores que se conectam por meio de uma rede sem fio e enviam dados para uma central. Os sensores são utilizados para gerar dados de monitoramento de máquinas, ativos e até mesmo pessoas para otimizar as tomadas de decisão. 

O grande destaque da IoT é seu poder de conectividade, levando internet para todo lugar e tornando ambientes mais inteligentes. Com ela, dispositivos embarcados acoplados em objetos são capazes de se conectarem com outros mais robustos, a fim de transferir dados. Dessa forma, é possível formar uma grande malha de equipamentos e garantir informações úteis em todo o tempo, bem como decisões mais certeiras.

Cloud Computing

A base de tudo o que falamos é a nuvem. A tecnologia possibilita a virtualização de recursos computacionais de acordo com a necessidade do cliente.

Desse modo, é possível obter infraestruturas inteiras como um serviço, ou seja, em que se paga pelo uso — e apenas a quantidade utilizada. Nesse sentido, os fornecedores oferecem as máquinas virtuais, os servidores, a rede e o armazenamento. Ao cliente, cabe o sistema operacional, as aplicações, o middleware, entre outros. 

Além disso, o cliente pode optar por contratar uma plataforma como um serviço, modelo no qual dispõe de uma arquitetura para desenvolver suas próprias aplicações. Ou até mesmo os softwares como um serviço, nos quais ele só precisa logar e tem acesso a sistemas inteiros via internet, de modo que não tem que arcar com segurança, manutenção e atualização. 

Dentro desses quesitos, há também a opção entre nuvem pública, privada ou híbrida, a depender do nível de segurança e exclusividade que o cliente deseje. Ou seja, as opções de personalização são inúmeras e podem ser adaptadas à necessidade de cada negócio. 

Inteligência Artificial

Por fim, a inteligência artificial é outra tecnologia importante que vale ser mencionada. Com a IA, as empresas contam com automação inteligente que consegue aprender e evoluir para lidar com diversos cenários e problemas.

Desse modo, é possível contar com os sistemas para resolverem tarefas mais complexas e de grande volume, como análises de risco em uma base de dados muito extensa. Com algoritmos de machine learning, é possível realizar descrição e predição sobre os dados, de modo a identificar padrões, levantar hipóteses, definir agrupamentos nos dados e até mesmo sugerir predições sobre o futuro.

Como as empresas podem se adaptar à indústria 4.0?

Primeiramente, é preciso começar com um projeto-piloto, menor em escala, que apresente alguma solução de teste. Essa aplicação deve se encaixar bem no contexto da empresa e precisa ser usada no dia a dia para a checagem de resultados. 

Então, é necessário monitorar e acompanhar de tempo em tempo os resultados. Defina alguns indicadores e entenda a evolução dos números na medida em que for analisando. Com o tempo, alguns insights surgirão. Então, é preciso ajustar a solução para replicá-la. 

Como já falamos, é necessário combater os problemas de cultura e investir em infraestrutura para conseguir adaptação ao novo momento. Não se trata de um conceito simples, por isso, requer comprometimento total e esforço de todos. 

A indústria 4.0 é um termo que define a nova revolução industrial. O conceito abarca um conjunto de inovações, gerando otimização de processos, eliminação de custos e redução de desperdícios, a fim de tornar as operações mais fluidas e os negócios sustentáveis. Baseia-se em automação, conectividade, integração e outros conceitos. Algumas tecnologias-pilares são a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas e a Cloud Computing. 

Para fomentar o desenvolvimento desse tema no Brasil, é interessante investir em laboratórios de inovação, mudança de cultura e infraestrutura. O governo já está ciente disso e já começou um plano de ação com esse foco em 2019, a fim de capacitar pessoas e disseminar ferramentas para a incorporação de novas tecnologias.

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