Quais são as principais estratégias para a criação de um produto de software?

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Em um mundo cada vez mais informatizado, muitas vezes, a solução para os problemas comuns de uma empresa passa pela necessidade de utilização de um produto de software.

Com um sistema ideal é possível automatizar os processos, reduzir custos, otimizar  a produtividade e garantir melhores serviços para os clientes. Por isso, é imprescindível conhecer as principais soluções do mercado, bem como, saber escolher a melhor opção.

Nesse sentido, muitos empreendedores e empresas observam grandes oportunidades de mercado para construírem softwares que funcionem como produtos para resolver os problemas de seus clientes. Com isso, é criado um novo modelo de negócio que pode ser muito lucrativo. Mas nem tudo é tão simples quanto parece, pois, desenvolver um software como produto pode ser uma missão muito desafiadora, principalmente, quando você não conhece sobre o processo de construção de um software. Por isso, se você está pensando em criar um produto de software é muito importante entender o processo de criação para que você possa investir com sabedoria. Quer saber como? Continue a leitura!

Quais são as principais estratégias para criar um produto de software?

Quando falamos em criação de produtos de software, também queremos dizer que há diferentes estratégias que podem ser aplicadas em diferentes contextos.

Podemos separar os tipos de desenvolvimento em dois principais: a metodologia tradicional e a metodologia ágil. Na tradicional, também chamada de “cascata”, a produção segue fases sequenciais em um modelo rígido e fixo de etapas. Existe a fase de especificação, onde são especificadas as funcionalidades que vão existir no produto. Em seguida, após o término da fase de especificação, com o entendimento correto das funcionalidades que o produto terá, inicia-se o desenvolvimento do produto e, finalmente, os testes e a posterior implantação do produto.

Neste modelo de desenvolvimento, se algo no backlog do produto passa por alguma mudança quando o desenvolvimento tiver iniciado, será necessário entender o impacto da mudança para mensurar novamente o custo e o tempo do projeto, sendo necessário, inclusive, uma nova proposta comercial por parte do fornecedor para somente então, a mudança ser desenvolvida.

Nas metodologias ágeis o processo é mais flexível. As etapas não são tão rígidas. Isso significa que é feita uma especificação prévia do produto para entender e definir o “backlog do produto”, isto é, uma lista de funcionalidades que o produto deverá possuir. As entregas são realizadas em blocos de funcionalidades e havendo mudanças, elas são discutidas já na fase de desenvolvimento sem que haja necessidade de burocracias para gestão destas mudanças.

Nesse modelo, o foco é desenvolver pequenas partes funcionais do sistema em cada ciclo e entregar ao cliente, de modo a obter um feedback constante. Isso, para um produto inovador é fundamental, haja vista que o mercado se movimenta muito rápido e se você perder muito tempo para lançar uma versão mais completa do seu produto, ele poderá não fazer mais sentido para o mercado ou, até mesmo, estará ultrapassado em relação aos outros concorrentes.

Vale mencionar que os métodos ágeis são mais suscetíveis a possíveis mudanças, já que são facilmente alteráveis. Também são mais focados em colaboração entre os membros e no uso de tecnologia para facilitar os processos, por isso, neste modelo os fornecedores trabalham normalmente com o modelo chamado de escopo aberto. Nesse modelo, você contrata um time para atuar no seu projeto e o custo será equivalente ao tempo que o time ficará alocado no projeto.

Ainda em relação a produção de software, podemos também falar das principais atribuições e responsabilidades dos profissionais envolvidos. É o que veremos a seguir.

Em um time de produto de software, temos ao menos três principais funções: o desenvolvedor, o UX designer e o product owner.

O desenvolvedor é o membro que desenvolve o código do programa, criando as funções para que o sistema resolva um problema e chegue a um objetivo específico. Ele manipula as linguagens e as tecnologias de programação para criar o produto e determinar o seu funcionamento principal.

O UX designer é o responsável pela interface, usabilidade e apresentação do software. Esse profissional cuida dos elementos visuais e da experiência que a aplicação proporciona ao seu usuário final. Além disso, ele deve pensar no fluxo de navegação no caminho que o usuário percorre até resolver um problema, por isso, o seu trabalho é bem próximo ao do desenvolvedor.

O product owner é o líder que representa o cliente no time de produção. Esse profissional toma as decisões principais e traduz as necessidades do contratante para os outros membros.

Em casos especiais, o desenvolvimento de software pode envolver outros papéis, como o do engenheiro de dados, analista de inteligência artificial, entre outros.

Quais são as etapas de criação de um produto de software?

Segundo André Coelho, Head de Inovação e Diretor da Vibe Tecnologia em Santa Catarina, existem três principais etapas na produção de um software: a especificação do negócio, o desenvolvimento propriamente dito e a entrega.

Na especificação, o contratante deve explicar a necessidade do sistema e detalhar os requisitos que o produto deve ter. É importante também validar essa necessidade e entender se já não existe uma solução disponível no mercado ou se realmente é fundamental desenvolver uma do zero.

Nessa fase, analisa-se inicialmente o orçamento para chegar a um acordo do quanto será preciso para produzir o sistema. Desde já, é importante estar atento a esse ponto. Nessa fase, também se definem os prazos necessários para a construção.

Em seguida, ocorre o desenvolvimento. Nessa etapa, o desenvolvedor e o designer trabalham para entender em detalhes as necessidades do software, como fluxos, regras, campos e telas, de acordo com o que foi definido. Neste momento, os profissionais criam toda a mecânica de interação dos usuários com o software.

Dentro dessa etapa, há um momento específico para os testes também. Os testes asseguram que o que foi desenvolvido esteja consistente e de acordo com o que foi combinado. Eles geralmente envolvem fluxos de utilização que simulam a visão de um usuário a fim de verificar se o sistema responde bem a diferentes tipos de interação.

Nos modelos ágeis de desenvolvimento, os testes ocorrem sempre no momento da entrega de alguma funcionalidade.

A principal função dos testes é encontrar erros. Uma vez que as falhas são encontradas a equipe procede para consertá-las.

A última fase é a de entrega, que envolve a instalação e configuração do software nos servidores da empresa contratante. Se for o caso de um aplicativo mobile, a etapa final consiste na configuração do app nas lojas específicas para cada sistema operacional.

Qual a importância do levantamento de necessidades e expectativas do usuário nesse processo?

Quando o desenvolvimento inicia é imprescindível colocar o usuário no meio do processo, como ressalta André Coelho. Afinal, é o usuário que vai validar o sistema no dia a dia e adotar o software para a solução dos problemas. Em muitos casos, os usuários são profissionais da empresa contratante, em outros casos, são os clientes da empresa ou potenciais clientes.

A contribuição desse agente ajuda a tornar a produção mais eficaz e voltada a solucionar as dores reais das pessoas — ou seja, garante que a aplicação realmente cumpra o seu objetivo, com menos desperdícios para o contratante, afinal, não haverá necessidade de retrabalho.

A ajuda do usuário faz com que o processo seja moldado de acordo com as suas preferências, resultando em um produto perfeito para o seu dia a dia. Assim, essa colaboração possibilita a criação de algo que realmente faça sentido para as pessoas, resolva o problema e se adapte bem à vida delas.

Qual a importância e como escolher uma empresa de TI parceira para auxiliar nessa criação?

Uma empresa parceira vai ajudar com uma consultoria voltada para a superação dos maiores desafios. Em primeiro lugar, a parceira ajudará a entender o problema da contratante e a validá-lo, a fim de saber se é necessário realmente um investimento em um software novo ou se é possível solucionar o problema utilizando alguma aplicação já existente.

Nesse sentido, a parceria da Vibe Tecnologia pode ser crucial para evitar que a contratante gaste os seus recursos e perca retorno sobre os investimentos. A Vibe ajuda a avaliar os prazos e os custos, bem como a complexidade que envolve o modelo de trabalho de cada organização que desenvolve software para garantir o melhor para quem contrata.

Então, a Vibe auxilia com a escolha da melhor solução sob demanda no mercado, analisando aspectos técnicos e funcionais e não somente questões comerciais. A parceira avalia também o fornecedor e realiza uma análise profunda para entender se a equipe desenvolvedora é a certa para as necessidades em questão.

Dessa forma, quem contrata o serviço garante o sucesso com o sistema desenvolvido e evita maiores problemas com a TI na empresa.

Como deu para ver, a criação de um produto de software envolve uma série de fatores: a metodologia da empresa, os prazos, os custos, a forma de cobrança e as necessidades e requisitos. Com o apoio da Vibe Tecnologia, o seu negócio conseguirá o apoio necessário para tomar as melhores decisões de maneira segura e eficaz.

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