Você sabe o que é arquitetura da informação? Comece por aqui!

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A arquitetura da informação é o ponto de partida para as empresas que desejam que seus softwares sejam satisfatórios para seus clientes. Ela é, também, um dos segredos de SEO aplicados às plataformas digitais que ajuda a melhorar o ranqueamento dos negócios para que apareçam nos primeiros lugares nos mecanismos de busca da internet, gerando mais negócios.

Neste artigo, vamos falar sobre as principais informações relacionadas à arquitetura da informação e sobre os benefícios que ela pode trazer. Além disso, vamos explicar o que é, qual é a importância e como funciona esse conceito, apresentando as metodologias utilizadas na prática e a sua relação com a experiência do usuário.

Gostaria de saber um pouco mais sobre a arquitetura da informação? Acompanhe a leitura!

O que é a arquitetura da informação?

De acordo com o Instituto de Arquitetura da Informação (Information Architecture Institute), arquitetar informação é tornar a informação mais clara e fácil de ser localizada. Um profissional de AI normalmente é um Designer de Experiência ou Designer de Interfaces, e é o responsável por mapear, organizar e disponibilizar informações de maneira estruturada, clara e objetiva.

A AI auxilia as pessoas a encontrarem o que estão buscando em um app ou outro software, tornando claros os contextos nos quais os usuários estão inseridos. Trata-se de um pilar estratégico das empresas de tecnologia que estão promovendo a transformação digital através de seus produtos de software.

Apesar de ser um conceito desconhecido para muitas pessoas, ele é indispensável para que os sites sejam relevantes, bem estruturados, fáceis de usar e intuitivos, sendo uma ferramenta indispensável na hora de alinhar os objetivos estratégicos do negócio, ajudando a tornar possíveis as metas de marketing e vendas, por exemplo.

O princípio é que as informações devem ser estruturadas de maneira que sejam compreendidas com facilidade, levando em consideração as possibilidades de interação e o contexto do usuário, seguindo uma lógica simplificada que permita a realização de uma determinada tarefa. A arquitetura da informação conta com diversos elementos, como categorias e hierarquias que favorecem a navegação na Internet.

Essa abordagem pode ser aplicada a blogs, sites, aplicativos, softwares e qualquer outro produto digital, bem como qualquer tipo de dispositivo, como:

  • smartphones;
  • tablets;
  • aplicativos;
  • totens interativos;
  • pulseiras que medem o desempenho físico;
  • geladeiras conectadas;
  • entre outros.

Qual a importância da arquitetura da informação?

O conceito é crucial para que um usuário acesse um site e saiba se direcionar, entenda onde precisa clicar para acessar serviços ou produtos, ou de que forma poderá entrar em contato com a empresa. Uma boa arquitetura da informação evita erros na navegação do cliente e faz com que o processo de concluir uma tarefa seja rápido e sem contratempos.

Para entender a importância da AI, observe um site e tente responder rapidamente do que se trata o negócio, o que é oferecido, o que poderá fazer nesse ambiente e por que deveria permanecer em vez de buscar outra empresa. Será que o funcionamento dele e o design permitem que essas respostas sejam encontradas sem esforço?

Outro exercício de observação é acessar um aplicativo e tentar realizar uma tarefa nele. Por exemplo, entre em um aplicativo de banco e tente realizar o pagamento de um boleto. A opção ‘pagar’ está acessível? Você consegue se localizar através do menu do app e identificar prontamente o que cada item de menu contém? Se a resposta for ‘sim’, então a AI foi bem executada!

Esse é o resultado de uma boa arquitetura da informação, pois ela propicia a criação de sites, serviços e produtos que oferecem praticidade, usabilidade e qualidade na navegação.

Conceitos relacionados a Arquitetura da Informação

Agora você já sabe que a AI é indispensável para planejar a estrutura de um site, as informações que deverão constar na página inicial, os dados da empresa, os produtos ou serviços ofertados etc. Para isso, é preciso contar com um trabalho de design holístico, que garanta aos usuários um bom nível de identificação e compreensão sobre seu produto. Veja a seguir como a arquitetura da informação está relacionada com outras áreas de negócio, design e tecnologia.

É um iniciante no assunto? Então, a seguir, leia definições simplificadas sobre alguns conceitos dessa área!

User Experience (UX)

O projeto de construção de UX é baseado na arquitetura da informação. Os profissionais desse segmento trabalham diretamente projetando a AI, garantindo assim uma boa encontrabilidade do conteúdo e alinhamento com a estratégia do negócio. O design UX considera fatores como o job to be done, curva de aprendizado, navegação e engajamento dos usuários, levando a AI a um nível ainda mais aprofundado.

Sendo o design de experiência centrado nos usuários, os designers se dedicam a criar um produto que estimule as pessoas a realizarem as ações almejadas pelo negócio, e uma parte importante desse processo é tornar o conteúdo fácil de identificar, localizar e interagir.

Design Thinking

O Design Thinking é uma forma de pensar sobre um problema que coloca as pessoas no centro do processo, criando soluções que elas queiram usar. As ferramentas e técnicas usadas são diferentes, e os resultados são distintos, todavia, o núcleo dos procedimentos permanece.

Ela está ligada à arquitetura da informação porque somente pensando como as pessoas que irão utilizar um produto é possível encontrar o tipo de conteúdo mais adequado para atender às suas necessidades, bem como encontrar a melhor estrutura e organização para a informação que deve ser disponibilizada.

Estrutura hierárquica

A estrutura hierárquica estabelece os níveis de importância dos conteúdos em uma página ou aplicação e também como eles vão se relacionar com outros e entre si. Os botões que aparecem no topo dos aplicativos são escolhidos de acordo com as prioridades (que devem ser equilibradas entre as necessidades do usuário e as prioridades do negócio).

Taxonomia

Taxonomia refere-se à estruturação da informação em grupos (ou clusters), agrupando conteúdo de acordo com seu significa e sua relação com os demais. Também faz parte da taxonomia a atribuição de significa e definição de termos. Essa etapa do processo de Arquitetura da Informação também é a etapa que vai determinar que linguagem utilizar com cada tipo de público ou persona.

Inventário de conteúdo

O inventário de conteúdo mapeia de forma sistematizada as páginas, as telas e os conteúdos de uma solução. Ele ajuda a organizar a estruturação da hierarquia, a taxonomia e a minimizar conteúdos errados ou duplicados. É sempre importante ter essa visão holística sobre o conteúdo disponível!

Exemplos de arquitetura da informação aplicada a apps e sistemas?

A AI simplesmente acontece, não importa se ela foi ou não feita de modo inteligente ou proposiral. Os sites bagunçados também têm arquitetura, mesmo que ela promova experiências ruins. Observe qual é o seu público-alvo e o segmento de atuação, para depois planejar e distribuir os conteúdos, definindo as páginas e sessões conforme os assuntos, para começar.

A seguir, veja exemplos de situações em que a Arquitetura da Informação é utilizada:

E-commerce

Um e-commerce precisa das informações para a home page, os catálogos dos produtos, um sistema de busca, espaço apropriado para ofertas, promoções, itens mais vendidos etc. Os conteúdos serão classificados com as suas páginas e respectivas URLs, para criar grupos e tornar a tarefa de encontrar o produto certo muito mais fácil, rápida e intuitiva.

Site institucional

O site de uma empresa deve conter as informações institucionais que deverão ser organizadas para facilitar a compreensão dos usuários. Nesse caso, é necessário definir quais páginas corresponderão aos assuntos relacionados: história da empresa, como ela trabalha, serviços oferecidos, vagas para novos colaboradores, formulário de contato, etc. Entender que tipo de conteúdo seu público pretende encontrar quando acessa seu site institucional é a chave para aumentar a interação dos usuários e obter um site engajador, que gera novos negócios.

Mapas de conteúdo

A criação do mapa de conteúdo (mapa do site) possibilita a visão dos conteúdos e a sua localização conforme a lógica aplicada na AI, em um só lugar. O mapa é uma representação visual das páginas estruturadas ou um diagrama hierárquico que é requisito para a definição das estratégias de SEO. Ele é importantíssimo para obter visibilidade no Google e demais buscadores, pois é fácil de ser interpretado pelo robôs que varrem a internet a cada pesquisa realizada pelos usuários.

Sistemas de organização e de navegação

Um exemplo de sistema de organização são os menus que podem ser apresentados por assunto, ordem cronológica ou alfabética. Os sistemas de navegação servem para orientar a interação dos usuários de acordo com as informações, para que ele se situe e visualize o caminho correto para alcançar os seus objetivos.

Sistemas de pesquisa

Esses sistemas são essenciais para aplicativos, blogs ou sites que oferecem volume maior de conteúdo para agilizar a busca dos usuários que já sabem o que pretendem acessar. O usuário digita uma frase ou palavra na barra de pesquisa, e o sistema busca os conteúdos que podem ser associados ao assunto, seguindo uma ordem de priorização. Alguns formulários antecipam os termos para facilitar a procura.

Como ela está relacionada à experiência do usuário?

Você já deve suspeitar que a arquitetura da informação impacta diretamente na usabilidade dos sites de serviços ou produtos ofertados na Internet. Ela pode oferecer uma excelente experiência aos usuários, que voltarão a acessar as páginas, ou causar uma impressão tão ruim que eles se sentirão perdidos e nunca mais terão vontade de visualizar os conteúdos. Afinal, as pessoas não querem pensar muito para serem capazes de encontrar uma informação ou utilizar um serviço.

A frustração leva as pessoas a deixarem o site e a procurarem um concorrente. Portanto, a AI é responsável pela prevenção de prejuízos oriundos de usuários insatisfeitos e que não se tornarão consumidores. Além de causar confusão na cabeça das pessoas, a experiência negativa dos internautas é associada à marca, podendo resultar em aversão por parte do público-alvo.

Que benefícios uma arquitetura da informação bem-feita pode trazer?

Para começar, uma boa arquitetura da informação aumenta as chances de os sites aparecerem na 1ª página das pesquisas do Google (que é, basicamente, o único lugar que as pessoas olham ao pesquisar um termo). Desse modo, ela influencia positivamente os negócios, lojas virtuais, serviços digitais, programas, aplicativos etc. A AI tem poder para turbinar a presença digital dos negócios, aumentar a conversão de leads e direcionar o alcance do público-alvo conforme a estratégia da empresa, guiando o usuário na jornada de compra.

Uma excelente arquitetura da informação entrega ao Google o que ele procura: um ambiente com informações organizadas, atualizadas, corretas, úteis e acessíveis. Se os spiders (os robôs) de busca do Google conseguirem encontrar, ler e compreender uma página, ela será bem ranqueada nos resultados de busca e aparecerão mais vezes e em melhor posição para mais pessoas.

Os roboôs verificam se os usuários terão boas experiências ao acessar sites, pois fazem a análise da sua arquitetura e identificam se as pessoas encontrarão facilmente neles o que estão buscando. Se os requisitos forem cumpridos com louvor, o Google tornará seu conteúdo uma prioridade, colocando-o na frente da concorrência.

Arquitetura da informação é um tema muito amplo e complexo! Agora que você já sabe o básico, não deixe de considerar um trabalho de AI e design de experiência ao reformular seus sistemas ou lançar seu produto digital.

Precisa da ajuda de um profissional no assunto agora? Então entre em contato com a gente!

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